quarta-feira, 20 de agosto de 2014

NOSSA HISTÓRIA.
O Presbitério Metropolitano de São Paulo é uma sociedade religiosa organizada de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil e tem por fim realizar o que determina a seção 3ª do cap. V de sua Constituição. O Presbitério é o concílio constituído de todos os Ministros e Presbíteros representantes de igrejas de uma região determinada de Sínodo.

HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.

O QUE É IPB?

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

DENOMINAÇÕES PRESBITERIANAS NO BRASIL

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

REV. ASHBEL GREEN SIMONTON

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os "quinque fratres" (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.

ESBOÇO HISTÓRICO

Atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente, a Igreja Presbiteriana Conservadora e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros. No entanto, a maior e mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ao mesmo tempo, convém lembrar que, já nos primeiros séculos da história do Brasil, houve a presença de calvinistas em nosso país.

IMPLANTAÇÃO DA IPB NO BRASIL (1859-1869)

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Fonte: http://www.ipb.org.br/portal/historia

           http://www.ebenezer.org.br

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Augustos Nicodemos - O Deus Ausente


Como agir na disciplina de Deus!


A gloriosa missão do educador!

Os educadores cristãos são espécimes que estariam em via de extinção se não fossem as loucuras do evangelho. Semanalmente, um grupo anônimo de heróis e heroínas desafia o jeitinho cultural, a lógica e as estatísticas.  Apesar de a Igreja sofrer o reflexo dos problemas que a educação enfrenta neste país, acrescido do fato de que os educadores são em sua maioria voluntários, além do que a educação cristã pouco se presta a preparar alguém para o mercado de trabalho, há educadores obstinados que seguem tirando água de pedra. 

Se os desafios externos são imensos, os internos não são menores: falta apoio, incentivo e reconhecimento aos professores; sobram, porém, críticas e cobranças. Nem é bom falar que muitos alunos exigem educação de qualidade, mas não têm o mínimo de compromisso... também escolas bíblicas são gratuitas e não reprovam mesmo (ou reprovam?). 


Se não bastasse este diagnóstico (e olha que sou obrigado a ser superficial), há um aspecto que tem me incomodado. Atualmente, o verbo lembrar (recordar) tem saltado aos meus olhos em minhas leituras das Escrituras e aumentado minha crise com a educação. Crise justificada porque sou tentado a buscar na relevância e reconhecimento a dose de motivação para seguir em frente. Como educador, encontrava na informação e transmissão uma rara âncora de motivação. No entanto, para meu desespero, começo a perceber que nossa grande tarefa e motivação não estão nisso, temos uma tarefa bem mais modesta: lembrar nossos “alunos” o que já sabem. Talvez, isto nos lembre da pedagogia de Sócrates, o sábio que rejeitou a ideia de que ensinar seja um encher as mentes como se fossem depósitos. 


Na realidade, educar é mediar o conhecimento, é fazer aflorar o que está encoberto. É assim que Moisés interpreta a pedagogia do deserto (cf. Dt. 8: 2,11,14,18,19) . Por isso também, Paulo não se importava de escrever sempre as mesmas coisas (Fp. 3:1) já que era segurança para seus discípulos. Pedro, em sua segunda carta (1:12-15) evidencia isto de forma eloquente. Nestes poucos versos, ele faz referência, de forma enfática, três vezes ao ato de lembrar; aliás, a consciência da relevância de sua missão é tal que deseja, mesmo após sua morte, continuar contribuindo com eles. Jesus, o maior mestre e inspirador, tem consciência que seu ensino necessita ser lembrado. 


Esta é a grande realização pedagógica do Espírito Santo, ele ensina nos lembrando (João 14:26). Educar é compartilhar com Espírito o “ministério da lembrança”. Lembrar, obviamente, não é um mero exercício de memoria, mas uma nova compreensão que implica em despertar o conhecimento adormecido para que ilumine um novo momento da vida.  É trazer a memória o que pode dar esperança (Lam 3:21). Rendido às evidências, encontro motivação genuína já que educar até pode ter um objetivo modesto, mas, certamente, é glorioso.  


Reverendo Israel Sifoleli


Sabedoria ou Loucura?

 O povo da Bíblia sabia representar o caos. Caos é simplesmente quando o chão some debaixo de seus pés (terremoto) e o céu desaba em sua cabeça. Foi exatamente isto que aconteceu com minha querida cunhada. Viúva, mãe de quatro filhos, pobre, sem condições nenhuma de custear um tratamento caro, recebeu o terrível diagnóstico, do ginecologista: estava com câncer!Foram dias e horas de densas trevas: desespero, medo, revolta, ansiedade, humilhação, etc! Felizmente, a luz começou a raiar, amigos se mobilizaram para ajudar! Conseguiu-se marcar uma consulta com um especialista (aleluia!).

Levantamos cedo e fomos ao hospital, sustentados somente pela fé no criador! A doutora (especialista) era um anjo: doce, gentil, humana! Com toda a reverência, examinou o laudo, conclusão: você não tem câncer! Todas as trevas se dissiparam ao mando daquela palavra, a luz brilhou intensa! Esta novela da vida real com final feliz, levou-me a uma reflexão: “de sábio e de louco cada um tem pouco”! O médico não é Deus, só pode diagnosticar corretamente se for competente para ler os sinais: fala ou imagem. Fala, são ricas expressões espirituais gratuitas que o paciente dá, ao médico, quando narra suas dores.
            
Imagem são revelações do físico e vem dos exames. A conjugação fala-imagem oferece elementos riquíssimos para um diagnóstico mais preciso! Infelizmente, também, a loucura desumana do diagnóstico precitado floresce na religiosidade insana! Pensa-se que qualquer “médico” tem habilidade para julgar a doença alheia e diagnosticar o câncer da alma. São maus alunos, não prestaram atenção ao mestre que ensinou: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados” (Mt. 7:1-2). É obvio que esta ingenuidade presunçosa presta um desserviço ao evangelho e as pessoas, servindo apenas para aumentar a lamentável estatística da incompetência “médica” e desespero dos infelizes (verdadeiras cobaias). A Bíblia, mais uma vez, acertou no diagnóstico profético: “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm. 1:22). Portanto, é bom prestar atenção antes de diagnosticar, pois, senão, o “sábio doutor” torna-se louco!

Reverendo Israel Sifoleli.

O PERFIL DO LÍDER CRISTÃO.

O PERFIL DO LÍDER CRISTÃO.

Para o crescimento integral da Igreja e sua saúde comunitária é importantíssimo ter um grupo de homens aptos para exercerem o governo diante do povo. Pode ser uma tragédia para uma Igreja eleger pessoas que não possuam o dom espiritual correspondente ao ofício que estejam abraçando (presbiterato e diaconato) ou que não possuam um caráter trabalhado pelo Espírito Santo.
As Escrituras Sagradas nos concede muitas diretrizes para exercermos discernimento na caminhada de uma liderança. Há vários textos bíblicos que definem o perfil do líder espiritual, como também o perfil do mal ou falso obreiro. Vejamos os modelos de liderança e seus contrastes:
O líder espiritual 
Irrepreensível, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não beberrão, inimigo de contendas, não avarento; governe bem sua casa; não seja neófito; que tenha bom testemunho dos de fora;  maneja bem a Palavra; brando para com todos; paciente; disciplina com mansidão; zeloso com a Palavra; não arrogante, não irascível, não violento, nem cobiçoso, amigo do bem, piedoso, apegado a Palavra;  integro, reverente, padrão de boas obras, linguagem sadia, obediente as autoridades, não bajuladores. Textos: 1 Tm.3.1-13; 6.20,21; 2 Tm.2.15; 23-26; 2 Tm. 4.2-5; Tito 1.5-16; Tt. 2.7-8;  Ef.4.11,12; 1 Ts.2.3-6.
O falso obreiro 
Provocam divisões e escândalos; servem ao seu próprio ventre; obreiros fraudulentos, inimigos da cruz de Cristo; não cuidam da família; maníaco por questões e contendas que geram inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas; mente pervertida; língua que destrói; resistem a exortação; réprobos quanto a fé; insensatos; insubordinados, enganadores, ventres preguiçosos; menosprezam autoridades (governo); atrevidos, arrogantes, vaidosos, libertinos, não respeitam a doutrina, déspotas (autoritários); rebeldes, murmuradores, descontentes, adulam por motivos interesseiros.
Olhando para estes modelos, fica claro os contrastes entre o perfil do líder espiritual e o mal obreiro. Cabe a nós refletirmos e intercedermos para que Deus conceda a Igreja local, condições de formar líderes que vivenciem as características do líder espiritual e que rechacem os pecados do mal obreiro. Quero ressaltar, que as qualidades do líder espiritual, são características adquiridas ao longo da carreira cristã, as quais são incorporadas naturalmente pela graça de Deus, como também, pelo compromisso e submissão ao senhorio de Jesus Cristo por parte do cristão. Uma vida de santidade e d paixão pelo evangelho são elementos fundamentais para alguém que quer liderar a igreja de Jesus Cristo. Que Deus nos ajude a refletirmos nesta questão como Igreja e que Ele mesmo, levante homens aptos para realizar sua obra no meio desta comunidade. Amém.  
Textos 
Rm.16.17,18; 2Co.11.13,14; Fp.3.17-19;  1Tm.5.8; 6.3-5; 2Tm.2.16-18; 3.8-9; 4.10,14; Tt.1.10-16; Tg.1.25,.26; 3.13-17; 2Pe.2.9-17; 2Jo.7-9; 3Jo.9-12; Jd.4, 10-19.

Rev. Gilberto Pires de Moraes